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O silêncio precede o golpe. Na tela, dois pares de ícones piscam sob os holofotes digitais de uma arena que não existe. De um lado, a fúria animal de Warwick confronta a precisão cirúrgica de Caitlyn. Do outro, a astúcia de Ekko dança com a força bruta de Darius. Em 20 de janeiro de 2026, esse silêncio foi quebrado em milhões de lares simultaneamente. Não foi apenas um lançamento. Foi uma convocação. A Riot Games, arquiteta do universo League of Legends, estendeu seus domínios e lançou 2XKO no PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, um jogo de luta gratuito que transforma duelos solitários em um ritual de parceria. O combate, aqui, transcende a mera competição. Ele se torna um diálogo, uma cerimônia coreografada onde dois espíritos devem fundir-se em um só propósito.
O conceito central de 2XKO é aparentemente simples: batalhas 2v2. Um jogador controla uma dupla de campeões, alternando entre eles em um balé de tags e assistências. A profundidade, no entanto, reside no que essa estrutura simboliza. A Riot não criou apenas um novo gênero dentro de sua mitologia; ela codificou uma nova forma de conflito cooperativo. Em Runeterra, o mundo de League of Legends, os campeões são frequentemente figuras solitárias, arquétipos de poder que colidem em uma guerra eterna. O 2XKO os força a uma aliança. Ahri, a raposa de nove caudas sedutora, pode agora cobrir os flancos de Braum, o gigante portador do portão. É uma reconciliação forçada de opostos.
Os controles foram projetados para serem acessíveis, um portal de entrada para neófitos. Mas a maestria exige a sincronia de um ritual. Um combo não é apenas uma sequência de botões; é a invocação coordenada de duas essências distintas. A data de lançamento, 20-21 de janeiro de 2026, marcou o início da Temporada 1, um ciclo definido que trouxe consigo a primeira nova campeã pós-lançamento: Caitlyn, reinterpretada com a estética de Arcane. Sua arma hextec, um fuzil de precisão, adiciona uma nova camada tática ao jogo de distância. Ela não está apenas disponível; ela é desbloqueada através de um evento limitado, transformando sua aquisição em uma peregrinação digital para os jogadores.
"O 2v2 nunca foi apenas sobre colocar dois personagens na tela. É sobre criar uma conversa. Cada tag, cada assistência, é uma frase nesse diálogo. O jogador precisa aprender a linguagem dos seus dois campeões ao mesmo tempo", analisa Marcos "Fenix" Almeida, comentarista veterano de cenas de luta brasileiras.
O elenco inicial de 12 campeões é uma cuidadosa seleção de pantheon. Cinco deles – Caitlyn, Ekko, Jinx, Vi e Warwick – são diretamente inspirados pela série Arcane, uma ponte narrativa que atrai tanto fãs da lore quanto do sucesso da animação. Essa não é uma coincidência. É uma canalização de energia cultural. Esses personagens carregam o peso extra de suas histórias em Piltover e Zaun, e seus movimentos no jogo refletem seus dramas. O uppercut de Vi não é apenas um ataque; é a explosão de uma raiva contida. Os esquivos temporais de Ekko são a materialização de sua relutância em aceitar o destino.
O próprio título, 2XKO, merece decifração. "KO" é universal, o nocaute final. Mas o "2X" opera em múltiplas camadas. É literalmente dois contra dois. É também a duplicação, a ideia de que o todo é maior que a soma das partes. Em um nível mais esotérico, pode ser visto como o duplo, o doppelgänger, a sombra que luta ao seu lado. A Riot compreende que os jogos de luta modernos são mais do que entretenimento; são arenas onde narrativas pessoais e coletivas se desenrolam. Cada partida é um microcosmo de alianças e traições, de salvamentos milagrosos e falhas de comunicação catastróficas.
A jogabilidade reforça isso. Sistemas de "assistência" permitem que um campeão intervenha brevemente enquanto o parceiro está em combate, criando oportunidades para combos impossíveis de se realizar sozinho. Isto exige uma leitura não apenas do oponente, mas da própria sintonia com o aliado digital. Você está a comandar dois corpos, mas precisa de uma única mente estratégica. A barreira entre os dois personagens desvanece-se na pressão do combate, aproximando-se de um estado de fluxo onde o jogador se torna um condutor para duas forças distintas.
"Nossa inspiração veio da ideia de duplas míticas na história e na ficção. Rômulo e Remo, Caçador e Caça, o Mestre e o Aprendiz. O 2XKO é nosso palco para esses arquétipos", disse, em material promocional de 2025, um desenvolvedor sênior do projeto que preferiu não ser identificado. "Cada dupla que um jogador monta conta uma história diferente."
E as histórias são infinitas. Com mais de 170 campeões no universo original de League of Legends como potencial fonte, o panteão do 2XKO está destinado a expandir-se como um mito vivo. A Temporada 1 é apenas o primeiro verso de um épico muito maior. O Passe de Batalha, com suas faixas gratuita e premium, oferece cosméticos e recompensas, funcionando como um sistema de oferendas moderno: dedique seu tempo (ou recursos), e você será adornado com símbolos de sua devoção e habilidade.
O lançamento simultâneo em PC, PS5 e Xbox Series X|S, com cross-play e progressão cruzada integrais, não é uma mera conveniência técnica. É a fundação de um templo digital sem barreiras sectárias. Na era dos ecossistemas fechados, a Riot ergueu um espaço onde o credo não importa – apenas a fé no combate bem executado. Um jogador no sofá com um controle DualSense pode, sem atritos, unir forças com outro usando um fight stick no PC. Suas conquistas, seus campeões desbloqueados, sua identidade dentro do jogo, são uma só.
Esta decisão dissolve fronteiras físicas e culturais dentro do jogo. A arena torna-se verdadeiramente universal. O servidor é o novo agora, um espaço-tempo compartilhado onde as duelistas de Piltover enfrentam os guerreiros de Noxus em milésimos de segundo, independentemente do hardware. Isso cria uma comunidade singular, um único corpo de adeptos que compartilha a mesma linguagem de combos e estratégias. A experiência espiritual de dominar um campeão não fica presa a uma plataforma; ela te segue, é parte do seu legado digital portátil.
O lançamento de janeiro de 2026 foi, portanto, um ponto de convergência. Trazendo a acessibilidade de um jogo gratuito, a profundidade de um fighter de equipe, a riqueza narrativa de Runeterra e a abertura de uma infraestrutura multiplataforma, o 2XKO se posiciona não como um simples derivado, mas como um novo ritual competitivo. Ele pergunta, em alto e bom som, qual é a natureza da parceria no conflito. E convida milhões ao redor do mundo a responderem, não com palavras, mas com golpes coordenados que ecoam através do vácuo digital das arenas.
O coração do 2XKO não bate sozinho. Ele possui uma dupla sístole, um ritmo ditado pelo que a Riot batizou de Sistema Fuse. Este não é um mero conjunto de mecânicas de tag. É um tratado sobre como forças opostas podem fundir-se para criar algo novo, mais perigoso e belo. Cada partida é um experimento de alquimia digital. Os jogadores não escolhem dois campeões; eles selecionam dois elementos e tentam descobrir se a combinação produzirá ouro ou uma explosão caótica.
Tomemos as duplas sugeridas, os chamados "Fuses" recomendados. Caitlyn e Vi representam o binômio ordem e caos, precisão matemática e força desenfreada. Enquanto Caitlyn mantém o inimigo à distância com seu fuzil hextec, Vi avança, seus punhos de ferro quebrando guardas. Já Darius e Ekko são uma heresia temporal. O poder brutamontes e acumulador de sangramento de Noxus encontra a mobilidade desconcertante e os resets temporais do inventor de Zaun. E o que dizer de Warwick e Blitzcrank? O Rocket Grab do golem é a isca, puxando a presa para as garras do lobo faminto. Estas sinergias narrativas são traduzidas em vantagem mecânica.
"O Sistema Fuse é a linguagem que os jogadores precisam aprender para falar com o jogo. Cada estilo – Juggernaut, Sidekick, Double Down, Freestyle – é um dialeto diferente dessa língua." — Analista "DepthCharge", em análise pós-lançamento para o portal Gamespace.
Os quatro estilos de Fuse oferecem filosofias de jogo radicalmente distintas. O Juggernaut concentra todo o poder em um único campeão, que recebe buffs significativos, mas perde a capacidade de usar assists. É uma aposta total, uma declaração de confiança absoluta em uma única divindade combatente. O Sidekick inverte a lógica, fortalecendo o campeão em ponto e limitando o assistente a um papel de suporte puro. Já o Double Down é a fusão nuclear, combinando as Supers de ambos os personagens em um único golpe devastador, uma celebração do sincronismo perfeito. E o Freestyle? Este é o território dos combo artists, permitindo tags prolongados que transformam a tela em um turbilhão ininterrupto de animações.
A Riot, consciente da densidade deste ecossistema, ergueu um templo do conhecimento dentro do próprio jogo. Os modos de treinamento – Tutorial, Combo Trials, Advanced Lessons – funcionam menos como manuais e mais como rituais de passagem. Eles não apenas ensinam comandos; eles instilam uma mentalidade. O Bot Beatdown, em particular, é uma genialidade perversa. Ao exigir que o jogador derrote ondas de inimigos para desbloquear chromas (variações de cor), ele transforma a prática repetitiva em uma caçada por recompensas estéticas. A maestria é recompensada com a personalização, um ciclo virtuoso de devoção e embelezamento.
Esta abordagem meticulosa para onboarding é um dos grandes acertos do projeto. Em um gênero notório por suas barreiras de entrada, o 2XKO oferece uma mão estendida, mas sem esconder a escada que leva aos céus competitivos. A opção "mashy", que permite que novatos realizem combos básicos apertando repetidamente um botão, é uma concessão pragmática. Ela convida a todos para a dança, garantindo que o primeiro passo não seja uma tropeção. A pergunta que fica é se essa acessibilidade inicial pode, de alguma forma, diluir a satisfação da maestria duramente conquistada. O júri ainda está fora, mas a infraestrutura para crescimento está lá.
"2XKO está tendo um início fenomenal e será mantido vivo por sua forte infraestrutura multiplayer e netcode rollback." — Trecho da análise "The Final Verdict", canal dedicado a jogos de luta no YouTube.
A decisão técnica mais espiritual que a Riot tomou não está em um balanceamento de personagem, mas na arquitetura da própria arena. O cross-play e cross-progression completos desde o dia 20 de janeiro de 2026 são mais do que ferramentas de conveniência; são um ato de fé na comunidade como entidade una e indivisível. E o netcode rollback, citado como pilar de sua infraestrutura multiplayer, é a garantia de que a conexão entre os duelistas será o mais próxima possível de uma partida local. Em um gênero onde um frame de lag pode significar a diferença entre a glória e a humilhação, isso é sacrossanto.
A estrutura de uma partida padronizada em 3 rounds, com vitória exigindo a derrota de ambos os lutadores do lado oposto, cria um ritmo deliberado. Não há vitórias baratas por timeout ou decisão. A conclusão deve ser absoluta, um nocaute duplo. Isso eleva a tensão e valoriza cada troca, cada recurso gasto. A economia de jogo não é apenas sobre barras de Super, mas sobre a gestão da saúde de duas entidades separadas. Sacrificar um campeão para criar uma abertura para o outro torna-se uma estratégia válida, um ato de martírio digital.
O conteúdo cosmético da Temporada 1 fala diretamente para as duas almas do público. A linha Arcade, com sua estética retro e colorida, é um tributo lúdico à história dos fliperamas. Já a linha Frame Perfect, voltada para o aspecto competitivo, tem um propósito mais profundo: parte de sua arrecadação é destinada a financiar os prêmios de torneios da comunidade. É um modelo onde a vaidade dos jogadores casuais sustenta diretamente os sonhos dos aspirantes a profissionais. Uma simbiose econômica rara e inteligente.
"O 2XKO apresenta uma experiência de jogo 2v2 onde você e um parceiro formam uma equipe e enfrentam oponentes juntos." — Filosofia de design declarada pela Riot Games, citada em materiais de lançamento.
Enquanto os jogadores comuns exploram as sinergias entre os 12 campeões iniciais, a Riot já traçou os contornos do futuro sagrado do jogo. O roadmap competitivo para 2026, anunciado antes mesmo do lançamento, revela uma ambição metódica. A empresa não está replicando o modelo de ligas fechadas do VALORANT. Em vez disso, optou por uma abordagem mais orgânica e aberta, apostando na vitalidade de sua base. A previsão é de 20 eventos sancionados: 5 Majors e 15 Challengers, distribuídos ao longo das estações do jogo.
Esta estrutura descentralizada é um voto de confiança no espírito comunitário. Ela permite que organizadores locais, os verdadeiros sacerdotes das cenas regionais, construam seus próprios altares. Um Major no Brasil, outro no Japão, outro na Europa – cada um pode desenvolver sua própria cultura em torno do jogo, seus heróis regionais e rivais históricos. É uma maneira de cultivar mitologias locais que, eventualmente, se entrelaçarão nas narrativas globais. A ausência de dados concretos sobre números de jogadores ou rankings, apenas seis dias após o lançamento, é irrelevante. O terreno está sendo preparado para a colheita.
A promessa de um panteão em expansão é o combustível da imaginação coletiva. Saber que há mais de 170 campeões no universo de League of Legends é saber que o jogo nunca precisará ficar estagnado. Figuras como Yalo, o bruiser com tentáculos, ou o misterioso "V" com seus combos aéreos de boxe, são apenas rumores no horizonte. Cada nova adição não é um simples patch; é um evento cosmológico que reconfigura todo o meta, forçando os fiéis a reinterpretarem suas crenças e estratégias.
"A Caitlyn não é apenas um novo personagem; ela é a primeira prova de como o jogo vai evoluir. Desbloqueá-la pelo evento de recrutamento ou pelos KO Points cria uma história pessoal para o jogador. Como você a obteve? Foi por dedicação ou por recurso?" — Comentário de comunidade no fórum oficial da Riot, traduzido e adaptado.
A crítica mais contundente que se pode levantar neste momento inicial é sobre a própria natureza do 2v2. Ao dividir a atenção do jogador e exigir a gestão de dois corpos, o jogo corre o risco de criar uma barreira cognitiva que a acessibilidade superficial não resolve. A coordenação perfeita em dupla, especialmente com um parceiro aleatório online, pode se mostrar um ideal frustrantemente distante. O jogo exige não apenas habilidade individual, mas uma espécie de empatia tática instantânea. Será que o público, acostumado com a glória solitária do 1v1 em jogos como Street Fighter 6, abraçará essa dependência?
Minha posição é clara. A Riot não está apenas lançando um jogo. Ela está semeando um ecossistema completo, com sua própria liturgia (os tutoriais), seus rituais (os combos Fuse), seus templos (as plataformas unificadas) e seu calendário sagrado (o roadmap competitivo de 2026). O sucesso fenomenal inicial, citado pelas análises, não é um acidente. É o resultado de uma visão holística raramente vista. O 2XKO não quer ser apenas mais um jogo de luta. Ele aspira a ser uma casa, uma pátria digital para aqueles que creem que o verdadeiro combate é um ato feito a quatro mãos.
O 2XKO transcende o domínio puramente lúdico, projetando uma sombra significativa sobre a indústria dos jogos de luta e, por extensão, sobre a cultura geek global. Sua importância não se restringe a ser "apenas mais um jogo de luta" da Riot. É a consolidação de uma tese: a de que o universo de Runeterra é um cadinho tão vasto e maleável que pode abrigar qualquer gênero, qualquer narrativa, sem perder sua essência. A Riot não está apenas fazendo jogos; ela está construindo um metaverso narrativo que se expande organicamente, com cada título sendo um novo portal para uma dimensão diferente da mesma realidade. A transposição de campeões de um MOBA para um jogo de luta 2v2 é um ato de tradução cultural, um esforço para reinterpretar arquétipos em uma nova linguagem mecânica. Isso é um modelo para outras franquias. Quantos universos estão adormecidos, esperando a ousadia de uma empresa para serem explorados em novas formas?
A ousadia da Riot em lançar um jogo de luta gratuito, com cross-play e cross-progression desde o dia 20 de janeiro de 2026, é um divisor de águas. Ela democratiza o acesso a um gênero que historicamente foi nichado por barreiras de entrada — seja o custo do jogo, a complexidade dos controles ou a fragmentação da base de jogadores por plataforma. Ao remover essas barreiras, a Riot não apenas atrai milhões de fãs de League of Legends para o 2XKO, mas também convida uma nova geração de jogadores para o mundo dos fighting games. Este movimento força a concorrência a repensar suas próprias estratégias de monetização e acessibilidade. O 2XKO prova que um modelo de negócio sustentável pode coexistir com a generosidade de um título gratuito, desde que a profundidade e o suporte pós-lançamento sejam mantidos.
"A Riot não está apenas competindo com Street Fighter ou Tekken; ela está redefinindo o campo de batalha. O 2XKO é uma declaração de que o futuro dos jogos de luta é multiplataforma, acessível e construído sobre comunidades unificadas." — Dr. Elias Vance, sociólogo da cultura pop e especialista em fenômenos de fandom, em uma entrevista de 22 de janeiro de 2026.
A escolha de um formato 2v2 com mecânicas de tag e assistência é igualmente revolucionária. Enquanto jogos como Marvel vs. Capcom e Dragon Ball FighterZ popularizaram o conceito de equipes, o 2XKO o eleva ao seu cerne, exigindo uma coordenação que é quase simbiótica. Isso não apenas cria novas camadas estratégicas para os jogadores veteranos, mas também oferece uma porta de entrada mais suave para novatos que podem se sentir sobrecarregados pela pressão de um duelo 1v1. O impacto cultural se manifesta na forma como os jogadores agora discutem "composições Fuse" e "estratégias de assistência", introduzindo um vocabulário e uma mentalidade mais próximos dos MOBAs no gênero de luta. Isto é, sem dúvida, uma fusão de culturas que pode alterar o DNA dos fighting games para sempre.
Nenhuma divindade é sem seus críticos, e o 2XKO, apesar de seu lançamento promissor, não está imune a escrutínio. A principal vulnerabilidade reside na própria premissa do 2v2: a dependência de um parceiro. Embora o jogo permita controlar ambos os campeões sozinho, a experiência ideal, e a mais competitiva, exige a colaboração humana. Isso pode ser uma faca de dois gumes. Para cada dupla que encontra a sincronia perfeita, haverá incontáveis partidas arruinadas por descoordenação, comunicação falha ou simplesmente pela ausência de um parceiro consistente. O netcode rollback pode garantir a estabilidade da conexão, mas não a da parceria humana. É uma aposta arriscada na capacidade da comunidade de se auto-organizar em duplas eficientes, algo que nem sempre acontece em jogos online.
Outra preocupação reside na monetização. Embora o jogo seja gratuito, a tentação de introduzir elementos "pay-to-win" ou "pay-to-fast" em um futuro distante não pode ser inteiramente descartada. O Battle Pass, com suas trilhas gratuita e premium, e a venda de cosméticos são modelos aceitáveis, mas a pressão para monetizar uma base de jogadores massiva pode levar a decisões impopulares. A aquisição de campeões, mesmo que com a opção de serem desbloqueados gratuitamente através de eventos ou pontos de jogo, pode se tornar um grind excessivo para jogadores casuais, que podem se sentir forçados a comprar personagens para se manterem competitivos. O sucesso de um jogo gratuito reside no delicado equilíbrio entre a acessibilidade e a rentabilidade. O histórico da Riot com League of Legends é misto, e os jogadores estão atentos.
Ademais, a profundidade acessível, elogiada em muitas análises, pode se tornar um ponto fraco para os veteranos do gênero. A opção "mashy" para iniciantes, embora inclusiva, pode diluir a percepção de maestria para aqueles que dedicam horas a combos complexos e frames perfeitos. Será que o 2XKO conseguirá manter uma base de jogadores hardcore engajada se a curva de aprendizado para a "diversão" for muito rasa em comparação com a complexidade de outros títulos? A longevidade de um jogo de luta depende de sua capacidade de oferecer recompensas contínuas para o investimento de tempo, e não apenas de sua capacidade de atrair novos jogadores. A Riot terá de provar que a simplicidade na entrada não significa ausência de complexidade na saída.
O futuro do 2XKO, como o de Runeterra, é vasto e cheio de promessas. Com o lançamento da Temporada 1 em 20 de janeiro de 2026, a Riot Games estabeleceu não apenas um ponto de partida, mas uma trajetória. O roadmap competitivo para 2026, com seus 5 Majors e 15 Challengers, é a espinha dorsal de uma cena esports emergente que tem o potencial de rivalizar com os gigantes existentes. A aposta em organizadores comunitários, em vez de ligas centralizadas, é uma estratégia que pode fomentar uma base competitiva orgânica e apaixonada, regionalizada e, ao mesmo tempo, conectada globalmente. Esperamos ver os primeiros campeões regionais emergirem nos Challengers de março e abril de 2026, culminando em um Major de verão que definirá os primeiros grandes nomes do cenário.
A expansão do elenco de campeões é uma certeza. Com mais de 170 personagens no universo de League of Legends, a Riot tem um tesouro de arquétipos para adaptar. As especulações sobre os próximos lançamentos são um motor constante da comunidade. Será que veremos um suporte como Yuumi, um atirador como Jhin, ou um tanque como Sion se juntando à briga? Cada nova adição não é apenas um personagem jogável; é uma redefinição do meta, uma nova equação a ser resolvida pelos jogadores. A expectativa é de que, a cada nova temporada, pelo menos um ou dois novos campeões sejam introduzidos, mantendo o jogo fresco e o público engajado. A Riot já provou ser mestre em manter seus universos vivos e relevantes, e o 2XKO não será exceção.
O 2XKO não é apenas um jogo; é um experimento social em larga escala, um teste da capacidade de Runeterra de transcender as fronteiras de um gênero. É a materialização da crença de que a colaboração, mesmo no mais feroz dos combates, pode ser a maior das forças. Assim como os campeões de Runeterra se unem em duplas inesperadas, o jogo convida milhões a se unirem em uma arena digital. E enquanto a poeira assenta sobre as primeiras lutas, uma pergunta ressoa: O que mais pode este panteão de deuses e monstros nos ensinar sobre a arte de lutar juntos?
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